Black Friday: você cai em pegadinha de desconto?
Dez situações reais de compra para testar se você reconhece a “metade do dobro”, o frete escondido e o site sem CNPJ, com o que a lei diz em cada uma.
X% de um valor, quantos por cento um número é do outro, aumento, desconto e variação, com a conta mostrada. E um teste para saber se o desconto é de verdade.
A conta é feita no seu aparelho. Nada do que você digita é enviado nem guardado.
Porcentagem quer dizer "por cem": 15% são 15 partes de cada 100. Todas as contas da calculadora saem dessa ideia, e o resultado mostra a fórmula usada, para você conferir à mão ou repetir no papel.
A conta do restaurante deu R$ 186,50. Dez por cento é andar a vírgula uma casa para a esquerda: R$ 18,65. O total fica em R$ 205,15.
O aluguel de R$ 1.500 vai subir 4,5%. A conta é 1.500 × 1,045 = R$ 1.567,50, ou seja, R$ 67,50 a mais por mês. No modo "Aumento ou desconto", escolha "Aumento" e informe 4,5.
O pacote passou de R$ 18 para R$ 24. A variação é (24 − 18) ÷ 18 × 100 = 33,3%. Repare que a volta não é simétrica: se o preço caísse de R$ 24 para R$ 18, a queda seria de 25%, porque a base da conta é outra.
Em outubro, a geladeira custava R$ 3.200. Na Black Friday, a etiqueta diz "de R$ 5.000 por R$ 2.990, 40% de desconto". Contra os R$ 5.000 riscados, o desconto seria de 40%. Contra o preço que você viu de verdade, ele é de (3.200 − 2.990) ÷ 3.200 × 100 = 6,6%. Ainda é desconto, mas bem longe do anunciado.
A pegadinha mais conhecida das promoções é subir o preço nas semanas anteriores para depois anunciar um desconto grande sobre um valor que ninguém pagou. O Código de Defesa do Consumidor proíbe a publicidade enganosa (art. 37) e garante a informação clara sobre o preço (art. 6º, III). Para se proteger, o caminho é simples:
Na hora da compra, informe o preço de antes e o de agora no modo "O desconto é de verdade?". Se você também digitar o desconto anunciado, a calculadora diz se ele confere. Diferenças de até um ponto percentual são tratadas como arredondamento. A Black Friday de 2026 cai na sexta-feira, 27 de novembro.
"20% de desconto mais 10% no Pix" não somam 30%. O segundo desconto vale sobre o preço já reduzido: R$ 100 × 0,80 × 0,90 = R$ 72, um desconto total de 28%. Com aumentos acontece o contrário: dois reajustes de 10% seguidos dão 21%, e não 20%. Quando houver mais de uma etapa, faça uma conta de cada vez, usando o resultado de uma como ponto de partida da outra.
Multiplique o valor pela porcentagem e divida por 100. Para 15% de R$ 200: 200 × 15 ÷ 100 = R$ 30. Um atalho: 10% é só andar a vírgula uma casa para a esquerda (10% de 200 = 20), e 5% é a metade disso.
Divida a parte pelo total e multiplique por 100. R$ 30 de um total de R$ 200: 30 ÷ 200 × 100 = 15%.
Multiplique o preço por (1 − desconto ÷ 100). Um desconto de 25% em R$ 80: 80 × 0,75 = R$ 60. Para um aumento, multiplique por (1 + aumento ÷ 100): 10% em R$ 50 dá 50 × 1,10 = R$ 55.
Não. R$ 100 com 20% de desconto vira R$ 80; R$ 80 com 20% de aumento vira R$ 96. A porcentagem é calculada sobre o valor do momento, e o ponto de partida mudou. Por isso a variação de 80 para 100 é de 25%, mas a de 100 para 80 é de 20%.
Anote o preço semanas antes, ou consulte o histórico de preços. Na hora da oferta, informe o preço de antes e o de agora no modo "O desconto é de verdade?": a calculadora mostra o desconto real e compara com o anunciado. Se o preço subiu antes da promoção para "cair" depois, é a chamada metade do dobro.
É a diferença entre duas porcentagens. Se a taxa passou de 10% para 12%, ela subiu 2 pontos percentuais, o que é um aumento de 20% sobre a taxa anterior (2 ÷ 10 × 100).
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