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Juros compostos, poupança e cartão: quanto você sabe de dinheiro?

Juros simples e compostos, poupança, Selic, FGC e rotativo do cartão: dez perguntas sobre dinheiro com fonte em cada resposta. Jogue o quiz.

10 perguntas · cerca de 3 minutos · sem cadastro
Fatos conferidos em 28/10/2026

Cada resposta vem com a explicação e a fonte. No fim, você vê quantas acertou.

Conteúdo educativo, com valores conferidos em 28/10/2026 (Selic de 13,75% ao ano, em vigor desde 17/09/2026). Não é recomendação de investimento nem de produto financeiro. Para tirar dúvidas e reclamar, procure o Banco Central (bcb.gov.br), o Procon da sua cidade ou o Consumidor.gov.br.

Sobre este quiz

Juros aparecem em tudo: na poupança, no CDB, no financiamento, no empréstimo consignado e, principalmente, no cartão de crédito. Este quiz reúne as dúvidas mais comuns sobre o tema e responde cada uma com a conta feita ou com a regra oficial.

A base é a diferença entre juros simples, que incidem sempre sobre o valor inicial, e juros compostos, que incidem sobre o saldo já com os juros anteriores. Quase todas as aplicações e dívidas do dia a dia usam juros compostos. A poupança tem regra própria, fixada pela Lei 12.703/2012: com a meta da Selic acima de 8,5% ao ano, rende 0,5% ao mês mais a TR; com a Selic igual ou abaixo de 8,5%, rende 70% da Selic mais a TR. A meta da Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que se reúne oito vezes por ano. Em 28 de outubro de 2026, ela está em 13,75% ao ano, em vigor desde 17 de setembro, segundo a série oficial do Banco Central.

Do lado da proteção, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado, com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos, para produtos como conta corrente, poupança, CDB, LCI e LCA. Do lado da dívida, a Lei 14.690/2023 limitou os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura do cartão ao valor original da dívida, regra que vale desde 3 de janeiro de 2024. E a Resolução CMN 4.881/2020 obriga os bancos a informar o Custo Efetivo Total (CET) antes de qualquer empréstimo.

Para fazer as suas contas, use a calculadora de juros compostos do Quizzando ou a Calculadora do Cidadão, do Banco Central. Os valores foram conferidos nas fontes oficiais em 28 de outubro de 2026. Este conteúdo é educativo e não é recomendação de investimento. Para dúvidas e reclamações, procure o Banco Central, o Procon da sua cidade ou o Consumidor.gov.br.

Por Equipe Quizzando · Fatos conferidos em

Gabarito comentado

Jogue antes de abrir: aqui estão as 10 perguntas, a resposta certa de cada uma, a explicação e a fonte.

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  1. 1. Você aplica R$ 1.000 a 10% ao ano, com juros compostos, e não mexe por 3 anos. Quanto terá no fim?

    • R$ 1.030.
    • R$ 1.300.
    • R$ 1.331. Resposta certa
    • R$ 1.500.

    Nos juros compostos, cada ano rende sobre o saldo do ano anterior, já com os juros: R$ 1.000 viram R$ 1.100, depois R$ 1.210 e, no terceiro ano, R$ 1.331. Nos juros simples, os 10% incidem sempre sobre os R$ 1.000 iniciais, e o total seria R$ 1.300. A diferença parece pequena em 3 anos, mas cresce muito com o tempo. A Calculadora do Cidadão do Banco Central faz essa conta de graça.

    Fonte: Banco Central do Brasil: Calculadora do Cidadão (valor futuro de um capital)

  2. 2. Com a Selic em 13,75% ao ano, como em outubro de 2026, quanto rende a poupança?

    • 0,5% ao mês, mais a TR. Resposta certa
    • 70% da Selic, ou seja, 9,6% ao ano.
    • A Selic inteira, 13,75% ao ano.
    • 1% ao mês, fixo por lei.

    A Lei 12.703/2012 diz que, enquanto a meta da Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR). Isso dá cerca de 6,17% ao ano, mais a TR. Como a Selic está em 13,75% desde 17 de setembro de 2026, segundo o Banco Central, vale essa regra.

    Fonte: Lei 12.703/2012 (Planalto)

  3. 3. E se um dia a meta da Selic cair para 8% ao ano? O que muda na poupança?

    • Nada: continua 0,5% ao mês para sempre.
    • Deixa de render e só repõe a inflação.
    • Passa a render a Selic mais 0,5% ao mês.
    • Passa a render 70% da Selic, mais a TR. Resposta certa

    Pela mesma Lei 12.703/2012, quando a meta da Selic for igual ou inferior a 8,5% ao ano, a poupança passa a render 70% da Selic, mensalizada, mais a TR. Com Selic de 8%, isso daria 5,6% ao ano, mais a TR. Essa regra vale para os depósitos feitos depois da Medida Provisória 567, de maio de 2012; o saldo depositado antes continua com 0,5% ao mês mais TR.

    Fonte: Lei 12.703/2012 (Planalto)

  4. 4. Quem decide a meta da taxa Selic, os famosos “juros básicos” da economia?

    • O Copom, comitê do Banco Central. Resposta certa
    • O Ministério da Fazenda, por decreto.
    • O Congresso, na votação do Orçamento.
    • A federação dos bancos, uma vez por ano.

    A meta da Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), formado pelo presidente e pelos diretores do Banco Central. Ele faz oito reuniões ordinárias por ano, mais ou menos a cada 45 dias. Em 2026, o Copom cortou a Selic cinco vezes seguidas, de 15% para 13,75%, na reunião de setembro. A próxima reunião está marcada para o começo de novembro.

    Fonte: Banco Central do Brasil: Copom

  5. 5. O banco onde você tem conta e aplicação quebrou. Até quanto o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) devolve?

    • Até R$ 100 mil por conta, em cada agência do banco.
    • Até R$ 250 mil por CPF, por instituição ou grupo. Resposta certa
    • Até R$ 1 milhão por CPF, em cada banco onde tiver conta.
    • Tudo, sem limite nenhum, porque o governo garante.

    Segundo o FGC, a garantia é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira ou conglomerado; bancos do mesmo grupo somam os valores. Existe ainda um teto de R$ 1 milhão para o mesmo CPF quando mais de uma instituição quebra num período de 4 anos. A garantia cobre, entre outros, conta corrente, poupança, CDB, LCI e LCA.

    Fonte: Fundo Garantidor de Créditos: sobre a garantia

  6. 6. Qual destes produtos NÃO tem a garantia ordinária do FGC?

    • A caderneta de poupança.
    • O CDB de um banco.
    • Os títulos do Tesouro Direto. Resposta certa
    • A LCI, letra de crédito imobiliário.

    O FGC lista entre os produtos fora da garantia ordinária os títulos públicos, como os do Tesouro Direto, além de títulos de capitalização, fundos de renda fixa, debêntures, CRI e CRA. Os títulos públicos não precisam do FGC porque o devedor é o próprio governo federal, e não um banco. Poupança, CDB e LCI estão cobertos, dentro do limite de R$ 250 mil.

    Fonte: Fundo Garantidor de Créditos: sobre a garantia

  7. 7. Uma fatura de R$ 500 foi para o rotativo do cartão em 2026. Pela lei, qual é o máximo que juros e encargos podem somar nessa dívida?

    • R$ 50, porque o teto é de 10%.
    • R$ 250, porque o teto é de 50%.
    • R$ 500, o valor original da dívida. Resposta certa
    • Não há teto: depende só do contrato.

    A Lei 14.690/2023, a do programa Desenrola, diz que os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem passar do valor original da dívida (art. 28, § 1º). Segundo o Banco Central, o teto vale desde 3 de janeiro de 2024. Na prática, a dívida de R$ 500 pode chegar, no máximo, a R$ 1.000. O teto ajuda, mas a taxa do rotativo continua altíssima.

    Fonte: Lei 14.690/2023, art. 28 (Planalto), e Agência Brasil (janeiro de 2024)

  8. 8. Na hora de comparar dois empréstimos, o banco precisa informar o CET. O que ele mostra?

    • Juros, tarifas, tributos e seguros numa taxa. Resposta certa
    • Só a taxa de juros mensal, sem nenhum outro custo.
    • O valor da parcela já com o desconto do pagamento no Pix.
    • A comissão que o gerente recebe por vender o empréstimo.

    O Custo Efetivo Total (CET), regulado pela Resolução CMN 4.881/2020, junta numa taxa percentual anual os juros, as tarifas, os tributos, os seguros e as outras despesas da operação. A instituição precisa informar o CET antes da contratação e apresentar o demonstrativo do cálculo. Por isso, para comparar empréstimos, o CET diz mais do que a taxa de juros sozinha.

    Fonte: Resolução CMN 4.881/2020 (Banco Central)

  9. 9. O que é a Calculadora do Cidadão, do Banco Central?

    • Um aplicativo pago que recomenda onde investir o dinheiro.
    • Ferramenta grátis para contas de juros e correção. Resposta certa
    • O simulador oficial da declaração do Imposto de Renda.
    • Um serviço do governo que negocia dívidas com os bancos.

    Segundo o gov.br, a Calculadora do Cidadão é um serviço gratuito do Banco Central, no site e em aplicativo, que calcula aplicação com depósitos regulares, financiamento com prestações fixas, valor futuro de um capital e correção de valores. O próprio serviço avisa que o resultado é só uma referência: ele não substitui o cálculo do banco e pode não incluir seguros, impostos e tarifas.

    Fonte: gov.br: Calculadora do Cidadão (Banco Central)

  10. 10. Pela “regra dos 72”, em quanto tempo, mais ou menos, um dinheiro aplicado a 6% ao ano dobra de valor?

    • Em cerca de 6 anos.
    • Em cerca de 12 anos. Resposta certa
    • Em cerca de 17 anos.
    • Em cerca de 72 anos.

    A regra dos 72 é um atalho de cabeça: divida 72 pela taxa anual, e o resultado é o número aproximado de anos para dobrar o valor com juros compostos. Com 6% ao ano, 72 / 6 = 12 anos; a conta exata dá 11,9 anos. Com a poupança a cerca de 6,17% ao ano, sem a TR, o dinheiro dobra em uns 11 anos e meio. É só uma aproximação, que perde precisão com taxas muito altas.

    Fonte: Conta conferida por script; Banco Central: Calculadora do Cidadão

Resultados possíveis

  1. de 0 a 3 acertos em 10

    O dinheiro some e você nem vê

    Os juros ainda são um mistério para você, e tudo bem: quase ninguém aprendeu isso na escola. Comece por três ideias que valem para a vida toda. A primeira é a dos juros compostos: o rendimento de cada mês entra no saldo e passa a render também. Por isso R$ 1.000 a 10% ao ano viram R$ 1.331 em 3 anos, e não R$ 1.300. A segunda é que o mesmo efeito vale para a dívida, e com taxas muito maiores. No rotativo do cartão, a lei limita juros e encargos ao valor original da dívida desde 2024, mas, ainda assim, uma fatura de R$ 500 pode virar R$ 1.000. A terceira é a poupança: com a Selic acima de 8,5% ao ano, ela rende 0,5% ao mês mais a TR; abaixo disso, 70% da Selic mais a TR. Para treinar, use a Calculadora do Cidadão, do Banco Central, que é gratuita. Depois, faça o quiz de novo e veja a diferença.

  2. de 4 a 6 acertos em 10

    Sabe que juro é caro, só não sabe quanto

    Você conhece o básico e sabe que juros sobre juros fazem diferença. Os tropeços desta faixa costumam estar nas regras e nos números de hoje. A Selic, que serve de referência para a economia, é definida pelo Copom, comitê do Banco Central, em oito reuniões por ano; em outubro de 2026, ela está em 13,75% ao ano, depois de cinco cortes seguidos. A poupança tem regra fixa por lei, ligada a essa taxa. Outro ponto é a segurança: o FGC garante até R$ 250 mil por CPF em cada instituição ou conglomerado, mas não cobre tudo, e o Tesouro Direto, por exemplo, não depende dele. Antes de contratar qualquer empréstimo, peça o Custo Efetivo Total, o CET, que junta juros, tarifas, tributos e seguros numa taxa só. É o número certo para comparar ofertas. E, para treinar, a Calculadora do Cidadão mostra quanto um depósito mensal rende ao longo dos anos e quanto um financiamento custa no total, antes de você assinar qualquer coisa.

  3. de 7 a 8 acertos em 10

    Faz conta antes de passar o cartão

    Você entende juros compostos, sabe a regra da poupança e conhece o FGC. Faltou pouco para a nota máxima. Para ir além, use o que você sabe contra a dívida, que é onde os juros mais pesam. Se a fatura do cartão não couber no mês, o rotativo é a pior saída: mesmo com o teto de 100% sobre o valor original, os juros do cartão estão entre os mais altos do mercado. Vale comparar o CET do parcelamento da fatura com o de outras linhas de crédito e conversar com o banco antes do vencimento. Outra dica é a regra dos 72: divida 72 pela taxa anual e você tem uma ideia de quantos anos leva para dobrar um valor. Ela serve para aplicação e também para dívida. E, se o banco cobrar algo que você não contratou, reclame primeiro no próprio banco e depois no Banco Central, no Procon ou no Consumidor.gov.br.

  4. de 9 a 10 acertos em 10

    Juros compostos a seu favor

    Juros compostos, Selic, Copom, poupança, FGC, CET, rotativo e regra dos 72: você conhece o vocabulário do dinheiro e sabe fazer as contas. Duas lembranças para quem chegou aqui. A primeira: números como a Selic e a regra da poupança mudam com o tempo, então confira sempre a data da informação. A Selic de 13,75% ao ano vale desde 17 de setembro de 2026, e o Copom volta a se reunir no começo de novembro. A segunda: saber a conta não é o mesmo que escolher um produto. Este quiz não recomenda investimento, e nenhum quiz deveria. Para decisões, vale ler as informações oficiais do Banco Central e, se for o caso, procurar um profissional certificado. Um bom uso do seu conhecimento é ajudar quem está em volta: explicar o rotativo para alguém da família pode evitar uma dívida que dobra. Agora desafie aquele amigo que acha que poupança rende 1% ao mês.

Fontes

Perguntas frequentes

Como funciona o quiz “Juros compostos, poupança e cartão: quanto você sabe de dinheiro?”?

São 10 perguntas com uma resposta certa cada. Depois de responder, você vê na hora se acertou, a explicação e a fonte oficial. No fim, o Quizzando mostra quantas você acertou e o que isso diz sobre o assunto.

De onde vêm as respostas?

Cada explicação cita a fonte que usamos (lei, órgão oficial ou instituição), com link. Os fatos foram conferidos em 28/10/2026. Regras mudam: na dúvida sobre o seu caso, procure o órgão oficial.

Posso desafiar alguém?

Sim. No resultado, o botão “Enviar no WhatsApp” manda o seu placar com um link de desafio: quem abrir vê quantas você acertou e, no fim, compara com o próprio resultado.

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