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Mandioca, aipim ou macaxeira? Adivinhe como cada região chama as coisas

Mandioca, aipim ou macaxeira; bergamota ou mexerica: dez perguntas sobre os nomes regionais das coisas, com o Atlas Linguístico. Jogue o quiz.

10 perguntas · cerca de 3 minutos · sem cadastro
Fatos conferidos em 28/10/2026

Cada resposta vem com a explicação e a fonte. No fim, você vê quantas acertou.

Quiz sobre a variedade do português do Brasil, com base em pesquisa do Atlas Linguístico do Brasil divulgada pela UFLA e no Dicionário Caldas Aulete, consultados em 28/10/2026. As regiões indicam onde cada nome é registrado ou mais comum, e não que só se diga assim ali.

Sobre este quiz

O português do Brasil tem muitos nomes diferentes para as mesmas coisas, e poucos exemplos são tão conhecidos quanto o da mandioca, que também é aipim e macaxeira. Essas diferenças não são erros: são variantes regionais, formadas ao longo de séculos de contato entre línguas indígenas, africanas e europeias, de migrações internas e de mudanças naturais da língua.

Este quiz usa duas fontes. A primeira é uma reportagem da Universidade Federal de Lavras (UFLA) sobre a pesquisa do professor Valter Romano com dados do Atlas Linguístico do Brasil, o ALiB, projeto que mapeia a fala do país. Segundo os resultados preliminares, aipim aparece principalmente na faixa leste do território, com cariocas e capixabas, e volta no litoral do Sul; mandioca predomina em Minas Gerais, São Paulo, no norte do Paraná e nas regiões Norte e Centro-Oeste; e macaxeira sobressai no Nordeste. No Norte e no Nordeste, mandioca também nomeia a raiz venenosa, chamada de mandioca brava.

A segunda fonte é o Dicionário Caldas Aulete, que marca nos verbetes quando um uso é regional. Foi dele que vieram as respostas sobre bergamota (Rio Grande do Sul e Santa Catarina), mexerica (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), jerimum (Norte e Nordeste), pandorga (Sul), farol no sentido de semáforo (São Paulo) e carapanã (Amazonas). Todos os verbetes foram consultados em 28 de outubro de 2026.

Um cuidado: as fontes mostram onde um nome é mais comum ou onde o uso foi registrado, e não que todas as pessoas de um lugar falem assim. Algumas perguntas que estavam previstas ficaram de fora porque não encontramos fonte segura, como a disputa entre biscoito e bolacha, que muita gente associa a estados específicos sem uma pesquisa pública que confirme. Na dúvida, o fato sai.

Se você usa um nome que não aparece aqui, ele não está errado: o Brasil fala de muitos jeitos, e é essa variedade que o quiz quer celebrar.

Por Equipe Quizzando · Fatos conferidos em

Gabarito comentado

Jogue antes de abrir: aqui estão as 10 perguntas, a resposta certa de cada uma, a explicação e a fonte.

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  1. 1. Segundo resultados do Atlas Linguístico do Brasil, em que região sobressai o nome macaxeira?

    • Região Sul
    • Região Sudeste
    • Região Nordeste Resposta certa
    • Região Centro-Oeste

    Segundo o pesquisador Valter Romano, da UFLA, que trabalha com dados do Atlas Linguístico do Brasil, no Nordeste sobressai o uso de macaxeira. O Dicionário Aulete também registra macaxeira como nome usado sobretudo no Norte e no Nordeste. É a mesma raiz que outras regiões chamam de aipim ou de mandioca.

    Fonte: UFLA: Mandioca, macaxeira ou aipim? Diversidade da fala é tema de pesquisa

  2. 2. E o aipim? Quem, segundo a mesma pesquisa, usa principalmente essa palavra no Sudeste?

    • Mineiros e paulistas
    • Cariocas e capixabas Resposta certa
    • Paulistas e cariocas
    • Mineiros e capixabas

    A pesquisa divulgada pela UFLA diz que cariocas e capixabas usam aipim, e que a palavra aparece principalmente na faixa leste do território. Curiosamente, aipim volta a aparecer no litoral sul de São Paulo, no litoral do Paraná, em parte de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Ou seja: o aipim gosta de praia.

    Fonte: UFLA: Mandioca, macaxeira ou aipim? Diversidade da fala é tema de pesquisa

  3. 3. Em quais estados do Sudeste a pesquisa encontrou o predomínio de mandioca?

    • Minas Gerais e São Paulo Resposta certa
    • Rio de Janeiro e Espírito Santo
    • Espírito Santo e Minas Gerais
    • São Paulo e Rio de Janeiro

    Segundo a pesquisa, mineiros e paulistas falam principalmente mandioca. O nome também é o mais usado no norte do Paraná e nas regiões Norte e Centro-Oeste. Os resultados são preliminares, e o questionário ainda estava sendo aplicado em outras regiões quando a reportagem foi publicada.

    Fonte: UFLA: Mandioca, macaxeira ou aipim? Diversidade da fala é tema de pesquisa

  4. 4. No Norte e no Nordeste, o que costuma ser a “mandioca brava”, segundo a pesquisa?

    • A raiz cozida com casca
    • Um bolo de mandioca apimentado
    • A raiz venenosa se comida crua Resposta certa
    • A mandioca colhida antes do tempo

    A reportagem da UFLA explica que, no Norte e no Nordeste, o nome mandioca também designa a raiz venenosa, que pode ser chamada de mandioca brava. Ela não pode ser comida crua, mas é usada depois de processada, como na farinha e no tucupi. Por isso, nessas regiões, a raiz de mesa é a macaxeira, e mandioca pode ser outra coisa. Um bom motivo para perguntar antes de comprar.

    Fonte: UFLA: Mandioca, macaxeira ou aipim? Diversidade da fala é tema de pesquisa

  5. 5. Bergamota é o nome da tangerina em quais estados, segundo o dicionário?

    • Bahia e Sergipe
    • Rio Grande do Sul e Santa Catarina Resposta certa
    • Mato Grosso do Sul e Distrito Federal
    • Pernambuco e Paraíba

    O Aulete registra bergamota com o mesmo sentido de tangerina, marcada como uso do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. É a mesma fruta de gomos que se descasca com a mão. Quem viaja do Sul para outros estados costuma pedir bergamota na feira e receber um olhar confuso.

    Fonte: Dicionário Caldas Aulete: bergamota

  6. 6. E mexerica, outro nome da tangerina? O dicionário registra esse uso em quais estados?

    • Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina
    • São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro Resposta certa
    • Pará, Amazonas e Maranhão
    • Bahia, Pernambuco e Ceará

    O Aulete registra mexerica como o mesmo que tangerina, no Brasil, com indicação de uso em São Paulo, Minas Gerais e no Estado do Rio de Janeiro. Então a mesma fruta pode ser tangerina, mexerica ou bergamota, dependendo da feira. E nenhuma das três está errada.

    Fonte: Dicionário Caldas Aulete: mexerica

  7. 7. Jerimum é o nome da abóbora em quais regiões, segundo o dicionário?

    • Sul e Sudeste
    • Norte e Nordeste Resposta certa
    • Centro-Oeste e Sul
    • Sudeste e Centro-Oeste

    O Aulete registra jerimum como sinônimo de abóbora, de aboboreira e de moranga, com a marca do Norte e do Nordeste. O mesmo dicionário registra que, na Bahia, jerimum pode indicar uma variedade de abóbora, equivalente à moranga. Doce de jerimum e doce de abóbora, portanto, podem ser o mesmo doce com outro nome.

    Fonte: Dicionário Caldas Aulete: jerimum

  8. 8. Pandorga é o nome do papagaio de papel, a pipa, em qual região?

    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul Resposta certa

    O Aulete registra pandorga como papagaio de papel, ou pipa, com a marca do Sul. O próprio verbete define pandorga usando os outros dois nomes, papagaio de papel e pipa. É dos casos em que as crianças de estados vizinhos podem passar a tarde soltando a mesma coisa com nomes distintos.

    Fonte: Dicionário Caldas Aulete: pandorga

  9. 9. “Para no farol e vira à direita.” Em que estado o dicionário registra farol como o sinal luminoso de trânsito?

    • Rio de Janeiro
    • São Paulo Resposta certa
    • Minas Gerais
    • Espírito Santo

    O Aulete registra farol, com a marca de São Paulo, como sinal luminoso de trânsito, o semáforo. Em outros lugares, o mesmo aparelho é chamado de sinal, semáforo, sinaleiro ou sinaleira, todos nomes registrados no dicionário. Então, se um paulista disser para virar no farol, ninguém precisa procurar o mar.

    Fonte: Dicionário Caldas Aulete: farol

  10. 10. Carapanã é um nome para o mosquito. O dicionário registra esse uso em qual estado?

    • Amazonas Resposta certa
    • Paraná
    • Alagoas
    • Tocantins

    O Aulete registra carapanã, com a marca do Amazonas, como mosquito. No Nordeste, segundo o mesmo dicionário, o nome muriçoca é usado para um tipo de mosquito. Ou seja, o bicho que zumbe no ouvido de madrugada muda de nome conforme o estado, mas incomoda igual em todos eles.

    Fonte: Dicionário Caldas Aulete: carapanã

Resultados possíveis

  1. de 0 a 3 acertos em 10

    Só conhece o nome da sua feira

    Você conhece bem os nomes da sua região, e talvez tenha se surpreendido com quantos outros existem. Isso é ótimo: quer dizer que o Brasil ainda tem muita conversa boa para você. A mesma raiz é macaxeira no Nordeste, aipim entre cariocas e capixabas e mandioca em Minas, em São Paulo, no Norte e no Centro-Oeste, segundo resultados do Atlas Linguístico do Brasil divulgados pela UFLA. A tangerina vira bergamota no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e mexerica em São Paulo, Minas e no Rio, segundo o dicionário. A abóbora é jerimum no Norte e no Nordeste. A pipa vira pandorga no Sul. O semáforo é farol em São Paulo. E o mosquito é carapanã no Amazonas e muriçoca no Nordeste. Uma dica para aprender mais: quando ouvir alguém usar um nome diferente para uma coisa conhecida, pergunte de onde a pessoa é. Quase sempre vem uma boa história junto. E lembre: aqui não existe nome errado. Existe nome mais comum num lugar do que em outro.

  2. de 4 a 6 acertos em 10

    Pede aipim e recebe mandioca

    Você conhece vários nomes regionais, mas alguns ainda trocam de endereço na sua cabeça, e não é para menos: o mapa das palavras não respeita fronteira de estado. O aipim, por exemplo, é comum entre cariocas e capixabas, dá lugar à mandioca em Minas e em São Paulo e volta a aparecer no litoral sul de São Paulo, no Paraná, em parte de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. A mandioca predomina em Minas e São Paulo, mas, no Norte e no Nordeste, o nome também designa a raiz venenosa, a mandioca brava, que é venenosa crua e só vai à mesa depois de processada, como na farinha e no tucupi. Já a tangerina tem pelo menos três nomes, e o dicionário registra cada um num conjunto de estados. Para fixar, pense em pares: bergamota e Sul; mexerica e Sudeste; jerimum e Norte e Nordeste. E lembre que os resultados de pesquisa como os do Atlas Linguístico do Brasil mostram tendências, e não regras. Em qualquer capital há gente de todo canto do país, falando do seu jeito. Faça o quiz de novo e tente passar de sete acertos.

  3. de 7 a 8 acertos em 10

    Tradutor oficial da feira livre

    Você conhece bem os nomes regionais e provavelmente já passou pela situação de traduzir o pedido de um parente na feira de outra cidade. Errou pouco, e quase sempre é num detalhe de estado. Vale uma curiosidade para quem chegou até aqui: os mapas de palavras são feitos por pesquisadores que aplicam o mesmo questionário a moradores de muitas cidades. É assim que trabalha o Atlas Linguístico do Brasil, projeto de universidades brasileiras que mapeia a fala do país. Os resultados mostram coisas que ninguém adivinharia de cabeça, como o aipim que aparece entre cariocas e capixabas, dá lugar à mandioca em Minas e São Paulo e reaparece no litoral do Sul. Outra observação: os dicionários registram onde um uso foi documentado, mas a língua anda rápido. Com a televisão, a internet e as migrações, muita palavra regional se espalha pelo país. Por isso, este quiz fala em “mais comum” e “registrado em”, e nunca em “só se fala em”. Compartilhe com alguém de outro estado e compare as respostas.

  4. de 9 a 10 acertos em 10

    Mapa falante do Brasil

    Você acertou quase tudo e mostrou que conhece o Brasil pelas palavras do dia a dia: sabe onde a raiz é macaxeira, onde a fruta é bergamota, onde a pipa é pandorga e onde o semáforo é farol. Merece o posto de consultor linguístico da família. Agora, uma proposta para quem sabe tanto: faça o seu próprio levantamento. Pergunte aos parentes e amigos de outros estados como eles chamam meia dúzia de coisas, como a raiz da mandioca, a tangerina, a pipa e o semáforo, e anote a cidade de cada um. Você vai ver de perto como os pesquisadores do Atlas Linguístico do Brasil trabalham, e vai descobrir nomes que nem estão no quiz. Outra sugestão: procure no dicionário a origem de nomes como macaxeira, jerimum e carapanã. A história de cada palavra conta um pedaço da história do país. Por último, desafie aquele amigo que jura que só o nome dele é o certo. Depois do quiz, ele vai ter que aceitar o aipim, a macaxeira e a mandioca na mesma mesa.

Fontes

Perguntas frequentes

Como funciona o quiz “Mandioca, aipim ou macaxeira? Adivinhe como cada região chama as coisas”?

São 10 perguntas com uma resposta certa cada. Depois de responder, você vê na hora se acertou, a explicação e a fonte oficial. No fim, o Quizzando mostra quantas você acertou e o que isso diz sobre o assunto.

De onde vêm as respostas?

Cada explicação cita a fonte que usamos (lei, órgão oficial ou instituição), com link. Os fatos foram conferidos em 28/10/2026. Regras mudam: na dúvida sobre o seu caso, procure o órgão oficial.

Posso desafiar alguém?

Sim. No resultado, o botão “Enviar no WhatsApp” manda o seu placar com um link de desafio: quem abrir vê quantas você acertou e, no fim, compara com o próprio resultado.

Preciso criar conta para jogar?

Não. É só abrir o quiz e responder. Nada é enviado aos nossos servidores.

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