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Fake news: você cai ou desconfia? Teste se sabe checar

Dez perguntas sobre como checar notícia falsa: setas duplas do WhatsApp, foto antiga e vídeo feito com IA. Jogue e veja se você desconfia.

10 perguntas · cerca de 3 minutos · sem cadastro
Fatos conferidos em 28/10/2026

Cada resposta vem com a explicação e a fonte. No fim, você vê quantas acertou.

Conteúdo informativo, conferido em 28/10/2026, sem relação com partidos ou candidatos. Na dúvida sobre uma notícia, consulte veículos jornalísticos reconhecidos e iniciativas de checagem; sobre urnas e votação, o site oficial da Justiça Eleitoral. Se a notícia vier com pedido de Pix, link ou dados pessoais, trate como golpe: não clique, avise o banco imediatamente pelos canais oficiais se já pagou e registre um boletim de ocorrência.

Sobre este quiz

Notícia falsa sempre existiu, mas a internet deu a ela uma velocidade inédita. Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), publicado na revista Science em março de 2018, analisou cerca de 126 mil cadeias de compartilhamento no Twitter entre 2006 e 2017 e concluiu que as notícias falsas tinham 70% mais chance de ser repassadas que as verdadeiras. As verdadeiras levavam seis vezes mais tempo para chegar a 1.500 pessoas. E o motor da mentira não eram os robôs: eram pessoas.

A expressão ficou tão comum que virou “palavra do ano” do dicionário britânico Collins em 2017. Um ano antes, os dicionários Oxford tinham escolhido “pós-verdade”. No Brasil, a resposta veio de várias frentes: agências e iniciativas de checagem, como a Lupa e o Aos Fatos, criadas em 2015, e o Projeto Comprova, coalizão de veículos coordenada pela Abraji desde 2018; a página Fato ou Boato, da Justiça Eleitoral; e o fascículo “Boatos” da Cartilha de Segurança para Internet, do CERT.br, que ensina a identificar e combater a desinformação.

Este quiz é sobre método, não sobre lados. Não há perguntas sobre partidos, candidatos ou casos políticos. As dez perguntas tratam de como checar: os sinais de boato, o que significa o rótulo de setas duplas do WhatsApp, como descobrir se uma foto é antiga, os indícios de montagem com inteligência artificial, a diferença entre notícia e sátira e onde conferir antes de repassar.

Todas as respostas foram conferidas em 28 de outubro de 2026 nas fontes listadas abaixo: a cartilha do CERT.br, o blog oficial do WhatsApp, a divulgação do estudo pelo MIT, a página do Projeto Comprova, o portal do Tribunal Superior Eleitoral e reportagens de imprensa sobre as palavras do ano. Recursos de aplicativos mudam com o tempo, por isso as datas aparecem no texto.

Este conteúdo é informativo. Se uma notícia falsa vier acompanhada de pedido de dinheiro, Pix para doação, link ou pedido de dados pessoais, trate como golpe: não clique, não pague e, se já pagou, avise o banco imediatamente pelos canais oficiais e registre um boletim de ocorrência.

Por Equipe Quizzando · Fatos conferidos em

Gabarito comentado

Jogue antes de abrir: aqui estão as 10 perguntas, a resposta certa de cada uma, a explicação e a fonte.

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  1. 1. Um estudo do MIT publicado na revista Science em 2018 analisou notícias verdadeiras e falsas no Twitter. O que ele descobriu sobre as falsas?

    • Eram compartilhadas bem menos que as verdadeiras
    • Eram espalhadas quase só por robôs
    • Tinham 70% mais chance de ser repassadas Resposta certa
    • Duravam no máximo um dia antes de sumir

    Os pesquisadores acompanharam cerca de 126 mil cadeias de compartilhamento, publicadas por 3 milhões de pessoas entre 2006 e 2017. As notícias falsas tinham 70% mais chance de ser retuitadas, e as verdadeiras levavam seis vezes mais tempo para alcançar 1.500 pessoas. Mesmo tirando os robôs da conta, a diferença continuava: quem espalha a mentira, principalmente, são pessoas.

    Fonte: MIT News: Study: On Twitter, false news travels faster than true stories (08/03/2018)

  2. 2. No WhatsApp, o que indica o rótulo com setas duplas “Encaminhada com frequência”?

    • Que passou por muitos encaminhamentos Resposta certa
    • Que a mensagem foi checada pelo WhatsApp
    • Que ela veio de um contato verificado
    • Que se trata de um comunicado oficial do governo

    As setas duplas mostram que a mensagem foi encaminhada muitas vezes e, portanto, não foi escrita por quem mandou para você. Em abril de 2020, o WhatsApp passou a permitir que essas mensagens fossem reencaminhadas para apenas uma conversa por vez, justamente para frear a desinformação. O rótulo não diz se o conteúdo é verdadeiro ou falso: é um convite a conferir antes.

    Fonte: WhatsApp Blog: Keeping WhatsApp Personal and Private (07/04/2020)

  3. 3. Chegou a foto de uma enchente “de hoje” na sua cidade. Qual é uma boa forma de descobrir se a imagem é antiga ou de outro lugar?

    • Ampliar a foto para ver se está nítida
    • Ver quantas pessoas já compartilharam a foto
    • Conferir se o texto veio todo em letras maiúsculas
    • Fazer uma pesquisa pela imagem na internet Resposta certa

    O CERT.br aponta que usar notícias antigas ou imagens fora de contexto é uma tática comum dos boatos e recomenda buscar a imagem ou o vídeo original. Ferramentas de pesquisa por imagem, como a do Google, mostram onde a foto já apareceu antes. Se ela foi publicada anos atrás ou em outra cidade, está tirada do contexto.

    Fonte: CERT.br: Cartilha de Segurança para Internet, fascículo Boatos

  4. 4. Segundo a cartilha do CERT.br, qual destas características é típica de um boato?

    • Cita o autor, a data e o local do fato
    • Pede para ser muito compartilhado Resposta certa
    • Traz o link da fonte original
    • Foi publicado por um veículo conhecido

    Entre os sinais de boato, o CERT.br lista: título alarmista, pedido para ser bastante compartilhado, muitas curtidas e comentários de reforço, autor omitido ou famoso demais, falta de fonte, data ou local, e fatos apresentados sem evidência. Já autor, data, local e fonte verificável são características de uma notícia bem apurada.

    Fonte: CERT.br: Cartilha de Segurança para Internet, fascículo Boatos

  5. 5. O Projeto Comprova, criado em 2018 e coordenado pela Abraji, reúne jornalistas de dezenas de veículos para verificar conteúdos suspeitos. Qual é a regra para publicar uma verificação?

    • Pelo menos três redações precisam concordar Resposta certa
    • Publica toda denúncia que chega pelo WhatsApp
    • Só publica o que tiver mais curtidas
    • Basta um jornalista achar que é falso

    O Comprova chama isso de checagem cruzada: nenhuma verificação é publicada sem que pelo menos três redações parceiras concordem com os passos, as conclusões e o texto. Hoje a iniciativa reúne jornalistas de 42 veículos e se apresenta como apartidária e sem fins lucrativos. Esse cuidado mostra que checar dá trabalho, e é por isso que vale confiar em quem checa com método.

    Fonte: Projeto Comprova: Sobre

  6. 6. Em 2017, o dicionário britânico Collins escolheu uma expressão como a “palavra do ano”. Qual?

    • Selfie
    • Pós-verdade
    • Fake news Resposta certa
    • Emoji

    O Collins definiu “fake news” como informação falsa, muitas vezes sensacionalista, espalhada com aparência de reportagem, e registrou um aumento de 365% no uso da expressão. Um ano antes, em 2016, os dicionários Oxford tinham escolhido “pós-verdade” (post-truth), para descrever situações em que os fatos pesam menos que a emoção e a crença pessoal.

    Fonte: ITV News: Fake news named Collins’ Word of the Year 2017 (02/11/2017)

  7. 7. Um vídeo mostra uma pessoa famosa recomendando um investimento “garantido”. Que sinal pode indicar que é montagem feita com inteligência artificial?

    • O vídeo foi gravado num lugar com boa iluminação
    • Lábios fora de sincronia com a fala Resposta certa
    • A pessoa famosa aparece sorrindo
    • O vídeo dura menos de um minuto

    O CERT.br lista sinais de vídeos manipulados: lábios fora de sincronia com a fala, olhos que não piscam naturalmente, sombras que não combinam com a luz, cortes bruscos, mudanças no tom da pele e emendas entre o rosto e o corpo. A cartilha também alerta que golpistas usam imitações com IA de famosos para indicar investimentos falsos. Na dúvida, procure o perfil oficial da pessoa.

    Fonte: CERT.br: Cartilha de Segurança para Internet, fascículo Boatos

  8. 8. Como se chama a página da Justiça Eleitoral que reúne esclarecimentos sobre boatos a respeito de urnas, votação e processo eleitoral?

    • Verdade Eleitoral
    • Urna Aberta
    • Eleitor Informado
    • Fato ou Boato Resposta certa

    A página “Fato ou Boato”, da Justiça Eleitoral, foi criada em 2020 e reúne checagens sobre informações falsas a respeito do processo eleitoral, feitas com agências de checagem parceiras, além de recomendações e conteúdos educativos. Ela faz parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral e fica no ar o tempo todo, não só em ano de eleição. Para dúvidas sobre urna, título, local de votação e prazos, o canal certo é sempre o site oficial.

    Fonte: Justiça Eleitoral: Fato ou Boato

  9. 9. “Vai que é verdade, não custa compartilhar.” O que a cartilha do CERT.br diz sobre esse pensamento?

    • Que custa sim: na dúvida, não compartilhe Resposta certa
    • Que é melhor repassar para alertar a família
    • Que só vale repassar para grupos pequenos
    • Que basta avisar que não sabe se é verdade

    O CERT.br responde que custa, sim: ao compartilhar um boato, você dá importância a ele, influencia outras pessoas e aumenta as consequências, que podem ser danosas. A orientação é verificar todo o conteúdo antes de repassar, não se guiar só pelo título e, na dúvida, não compartilhar. E, se alguém próximo repassar um boato, explique com calma, usando as checagens publicadas.

    Fonte: CERT.br: Cartilha de Segurança para Internet, fascículo Boatos

  10. 10. Um site publica: “Cientistas confirmam que dormir de meia emagrece 5 quilos por mês”. No rodapé, o próprio site se apresenta como humorístico. Isso é:

    • Notícia verdadeira, porque está num site
    • Uma pesquisa científica de verdade
    • Sátira, feita para divertir Resposta certa
    • Um comunicado oficial de uma universidade

    O CERT.br lembra que piadas, paródias e sátiras são histórias inventadas para divertir, e que sites de humor costumam deixar isso claro justamente para não serem levados a sério. O problema começa quando alguém copia só a manchete e repassa como se fosse fato. Antes de compartilhar, vale olhar quem publicou e o que o site diz sobre si mesmo.

    Fonte: CERT.br: Cartilha de Segurança para Internet, fascículo Boatos

Resultados possíveis

  1. de 0 a 3 acertos em 10

    Repassa antes de ler

    Você tem bom coração e quer avisar todo mundo, mas o seu dedo no botão de encaminhar é mais rápido que a sua desconfiança. Sem culpa: a mentira é feita para parecer urgente. O estudo do MIT publicado na Science mostrou que notícia falsa tinha 70% mais chance de ser repassada que a verdadeira, e quem espalha são pessoas como nós. Por isso, guarde um roteiro de quatro passos, tirado da cartilha do CERT.br. Um: desconfie de título alarmista, de pedido para compartilhar e de mensagem sem autor, data ou fonte. Dois: copie a frase principal e pesquise; se for verdade, veículos jornalísticos reconhecidos também estarão falando disso. Três: na foto, faça uma pesquisa pela imagem para ver se ela é antiga. Quatro: na dúvida, não compartilhe. Se a mensagem pedir Pix, link ou dados, trate como golpe. Refaça o quiz daqui a uns dias e veja quanto você subiu.

  2. de 4 a 6 acertos em 10

    Desconfia, mas às vezes escorrega

    Você já tem o pé atrás com algumas mensagens, mas certos truques ainda passam. Os mais traiçoeiros são os que usam algo verdadeiro fora de lugar: a foto real de uma enchente de anos atrás, o vídeo de outro país, a declaração verdadeira cortada pela metade. Para esses, a ferramenta mais útil é conferir a data e procurar a origem, como recomenda o CERT.br. Outro ponto que vale revisar: o rótulo de setas duplas do WhatsApp não quer dizer que a mensagem é falsa, mas avisa que ela passou por muitas mãos e não foi escrita por quem mandou. E, quando a mensagem tem tom de urgência e pede para compartilhar, esse já é um sinal de alerta. Para conferir, use iniciativas de checagem, como o Comprova, e, sobre eleições, a página Fato ou Boato da Justiça Eleitoral. Com esses ajustes, você passa a ser quem ajuda o grupo, e não quem precisa ser corrigido.

  3. de 7 a 8 acertos em 10

    Checador oficial do grupo da família

    Você conhece bem os sinais de boato e dificilmente repassa algo sem conferir. O que faltou foi detalhe, e o detalhe que mais cresce hoje é a inteligência artificial. Vídeos e áudios montados estão cada vez mais convincentes, e o CERT.br sugere observar a sincronia dos lábios, o piscar dos olhos, as sombras e os cortes, além de procurar o perfil oficial da pessoa que supostamente está falando. Outra dica valiosa para quem já checa: na hora de corrigir alguém, prefira a conversa no privado, com o link da checagem e sem bronca. A cartilha do CERT.br recomenda justamente usar as análises das iniciativas de checagem como argumento, porque ninguém gosta de ser exposto no grupo. E não confunda opinião com notícia: cada um tem direito à sua, mas fato é fato. Compartilhe o quiz com quem você gostaria que checasse mais. Se quiser praticar, escolha uma mensagem do grupo por semana e faça a checagem completa: autor, data, fonte e repercussão em outros veículos.

  4. de 9 a 10 acertos em 10

    Agência de checagem ambulante

    Você checa antes de repassar, reconhece montagem, sabe onde procurar a fonte e conhece até a história da expressão “fake news”. Agora o melhor uso desse talento é ensinar, com paciência, quem ainda repassa no impulso. Três ideias práticas, que cabem em qualquer rotina. Uma: quando alguém mandar um boato no grupo, responda no privado com a checagem e uma explicação curta, sem ironia. Duas: ensine o truque da pesquisa pela imagem e o hábito de copiar o título e pesquisar antes de encaminhar; são dois minutos que evitam muita confusão. Três: lembre a família de que boato também é porta de golpe, com link malicioso ou Pix falso para doação. Se quiser ir além, leia o fascículo “Boatos” da Cartilha de Segurança para Internet, do CERT.br, que é gratuito, e acompanhe o trabalho do Projeto Comprova. Quanto mais gente checando, mais devagar a mentira anda. E desafie alguém a bater o seu placar.

Fontes

Perguntas frequentes

Como funciona o quiz “Fake news: você cai ou desconfia? Teste se sabe checar”?

São 10 perguntas com uma resposta certa cada. Depois de responder, você vê na hora se acertou, a explicação e a fonte oficial. No fim, o Quizzando mostra quantas você acertou e o que isso diz sobre o assunto.

De onde vêm as respostas?

Cada explicação cita a fonte que usamos (lei, órgão oficial ou instituição), com link. Os fatos foram conferidos em 28/10/2026. Regras mudam: na dúvida sobre o seu caso, procure o órgão oficial.

Posso desafiar alguém?

Sim. No resultado, o botão “Enviar no WhatsApp” manda o seu placar com um link de desafio: quem abrir vê quantas você acertou e, no fim, compara com o próprio resultado.

Preciso criar conta para jogar?

Não. É só abrir o quiz e responder. Nada é enviado aos nossos servidores.

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Que tipo de colega de trabalho você é?

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