No quiz “Que tipo de mãe ou pai você é?”
Você é oRadar Ligado
Você quer o endereço, o nome dos amigos e a localização em tempo real. E ainda manda “chegou?” às 23h01, mesmo sabendo que o combinado era meia-noite.
Fazer o quiz e descobrir o seu perfilQuiz de brincadeira, sem valor científico. As dicas são informativas, conferidas em 28/10/2026, e não substituem a orientação do pediatra, de outros profissionais de saúde ou de um advogado.
Retrato do perfil
O filho avisa que vai a uma festa e você já começa o interrogatório: na casa de quem, com quem, como vai, como volta e se aquele amigo é o filho da Cida ou o outro. Não é desconfiança, é método. Você só dorme quando ouve a chave girando na porta, e às vezes nem assim, porque ainda confere se ele trancou direito.
O seu celular tem o aplicativo de localização da família sempre aberto. Você sabe quando o filho saiu do trabalho, quando parou na padaria e quando o ônibus atrasou. Se a bateria dele cai para 10%, você sente. Se ele não responde em quinze minutos, você já está imaginando os piores cenários e ensaiando o discurso.
Há quem chame você de exagerado. Você prefere chamar de prevenção. E, sejamos justos, quando o pneu furou na estrada às duas da manhã, foi para o Radar Ligado que o filho ligou, e você atendeu no primeiro toque.
Pontos fortes
- Está sempre disponível quando o filho precisa.
- Pensa em segurança antes de todo mundo.
- Cria o hábito de avisar onde está, que serve para a vida toda.
Armadilhas
- Sufocar a autonomia de quem já tem idade para se virar.
- Viver em alerta e perder o sono por pouca coisa.
- Fazer o filho esconder coisas para fugir do interrogatório.
Como conviver
Se você convive com um Radar Ligado, combine um aviso simples, como uma mensagem ao chegar, e cumpra. Um “cheguei” evita dez ligações. Se o radar é você, troque parte do controle por conversa: em vez de perguntar onde o filho está a cada hora, pergunte como foi a noite no dia seguinte. A confiança cresce quando a pessoa sente que pode contar as coisas sem virar réu. E reserve o modo alerta máximo para quando ele realmente fizer falta.
Dica prática
Acompanhar as telas sem virar vigia
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda limites de tela por idade, sempre com supervisão: no máximo uma hora por dia de 2 a 5 anos, uma a duas horas de 6 a 10 anos e duas a três horas de 11 a 18 anos, sem nunca virar a noite jogando. Para todas as idades, a orientação é não usar telas nas refeições e desconectar uma a duas horas antes de dormir. Regras combinadas valem mais do que vigilância.
Fonte: SBP: recomendações sobre saúde de crianças e adolescentes na era digital
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