No quiz “Que tipo de criança dos anos 80 e 90 você era?”
Você era aCriança da Rua
Você só voltava para casa quando a mãe gritava da janela ou quando acendia a luz do poste. Joelho ralado era medalha, e a rua inteira era o seu quintal.
Fazer o quiz e descobrir o seu perfilQuiz de brincadeira, sem valor científico. As curiosidades foram conferidas em 28/10/2026 em fontes listadas no fim da página. A dica sobre correção de valores é informativa e não é orientação financeira.
Retrato do perfil
Você acordava, tomava o café com pressa e já estava no portão chamando a turma. Pique-esconde, queimada, taco, amarelinha, pipa, bolinha de gude, futebol com chinelo marcando a trave. O dia só acabava quando acendia a luz do poste ou quando o seu nome completo ecoava pela rua, na voz da sua mãe. Nome completo era sinal de problema.
Você conhecia cada buraco da calçada, cada cachorro bravo do quarteirão e o horário exato do sorveteiro. Sabia negociar regra de brincadeira melhor do que muito advogado e resolvia briga com um “agora vale, antes não valia”. Joelho ralado e o remédio que ardia faziam parte do pacote, e você exibia as cicatrizes como medalhas.
Hoje, adulto, você ainda conhece os vizinhos pelo nome, puxa conversa na fila e acha estranho quando alguém manda mensagem em vez de bater na porta. A rua te ensinou a conviver, e isso não se esquece.
Pontos fortes
- Facilidade para fazer amigos e puxar conversa em qualquer lugar.
- Criatividade para inventar brincadeira com uma bola, um giz e nada mais.
- Senso de comunidade: você sabe quem mora ao lado e cuida da vizinhança.
- Disposição física que muito jovem de hoje inveja.
Armadilhas
- Achar que toda criança de hoje “não sabe brincar” só porque brinca diferente.
- Contar a mesma história do tombo de bicicleta em todo almoço de família.
- Esquecer que a rua de hoje tem mais carro do que a de antigamente.
- Marcar encontro sem confirmar, como se todo mundo ainda estivesse no portão.
Como conviver
Se você convive com uma Criança da Rua crescida, aceite o convite para a caminhada no fim da tarde e para o churrasco com os vizinhos: ela adora juntar gente. Se a Criança da Rua é você, ensine as brincadeiras antigas aos mais novos, num parque ou numa quadra segura. Elas cabem em qualquer época e não precisam de bateria. Uma tarde de queimada ou de amarelinha desenhada com giz rende mais risada do que muita tela, e você ainda vai descobrir que o fôlego de antigamente não sumiu de todo.
Dica prática
Fotografe o orelhão da esquina enquanto dá
O orelhão, criado pela arquiteta Chu Ming Silveira e instalado nas ruas do Rio e de São Paulo em janeiro de 1972, foi ponto de encontro de muita turma de rua. Agora ele está de saída: a Anatel prevê a retirada gradual dos telefones públicos até o fim de 2028, depois do fim dos contratos de concessão. Se ainda há um na sua esquina, vale a foto com os filhos ou os netos e a história de como era ligar com ficha.
Fonte: Diário do Nordeste: orelhões serão extintos a partir de 2026
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